quinta-feira, 10 de maio de 2012

Do Amor

Caio nessa
Caio, confesso
Não caio! disse
Não caio!! disse
Caí nos seios de Nice

Pro jovem, caretice
Tombo certeiro ao velho
que assume sempre cair-se
já não nega ferir-se

A todos serve igual
De boca, cai o que serve à moral
De peito, o que não presta pra servir
o que atesta possuir

Não escapa o homem torto
a penetrar-se em qualquer festa
se assumindo só e próprio
Nem tampouco o homem besta
a esconder-se em qualquer fresta
refugindo-se ao ópio

Se Caio, César, cais também
Em cais além do olhar de Dom Henri
Do Daomé, cai o plebeu em Itaqui

2006

Nenhum comentário:

Postar um comentário