quinta-feira, 24 de maio de 2012

Adeus


Quantas noites divaguei
Tu de lado, eu te dando a mão
E se um dia me embriaguei
Não me faltastes frouxo,
Meu pendão

Acordar cedo, tu me rodando a cabeça,
E na labuta, tu me dizendo estar à espera,
Do almoço tu sendo o antepasto à mesa
Na sobremesa tu aguardando o meu beijo,
Como não te beijar? Também pudera
Às três da tarde, teu cheiro é lei
No por do sol te acho
Fingindo que não te procurei
O que não é fato, deveras
Pela noite não te conto
Os inúmeros e casuais encontros
Mas se nos contarem mais catorze afrontas
Tu me renegas e me faltas
Me deixando às altas
Horas tantas de insônia

Tua pele, tão acesa,
Se rarefaz no meu curtume
Teu beijo tão amargo
É adocicado pelo costume
E a cada amor que tu me dás
Te necessito mais e mais
Pois se mais atenção te dou
Mais fugaz o passo do tempo se faz

Amado, contigo se há de ir
Minha azia e meu pigarro!
Não me esqueça jamais,
Pois a duras penas te esquecerei,
Cigarro 

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